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A encruzilhada do último ditador europeu
Postado por carreiraSoldado
Data 11/08/2020 às 19:04
Fechado por helleninh@
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No comando de Belarus há 26 anos, Lukashenko enfrenta a ira de opositores e vê chance de Rússia expandir sua influência no país.


9 de agosto - Manifestantes correm pela fumaça durante protesto após a eleição presidencial de Belarus, em Minsk — Foto: Sergei Grits/AP


Belarus, um país de 9,5 milhões de habitantes incrustado entre Rússia, a leste, e União Europeia, a oeste, é palco de protestos de manifestantes que rejeitam o resultado das eleições e tentam se desvencilhar de seu ditador, Alexander Lukashenko. Enfrentaram sem medo a polícia, guiados pela indignação com o resultado que, segundo a autoridade eleitoral, deu a sexta vitória ao presidente há 26 anos no comando, com 80,23% dos votos.

Os opositores contestam a apuração e o desempenho da principal adversária do ditador, Svetlana Tikhanovskaya. Ela teria obtido apenas 9,9% dos votos e refugiou-se na Lituânia. Nesse roteiro previsível de eleição fraudulenta e sem observadores, o presidente russo, Vladimir Putin, correu para congratular Lukashenko, que ostenta o título de último ditador europeu, para tentar expandir sua influência e reforçar os laços com o país vizinho.

A relação entre Rússia e Belarus é estreita e ao mesmo tempo conturbada. Foi calorosa nos primeiros anos, após a desintegração da União Soviética, há quase 30 anos.

Com forte aparato repressor, Lukashenko sufocava opositores e se vangloriava de manter o país estável, longe das turbulências de outras ex-repúblicas. Com o passar dos anos, o relacionamento esfriou, sobretudo depois de 2014, quando Moscou anexou a Crimeia e enviou tropas ao leste da Ucrânia.

Durante esta sexta e tensa campanha eleitoral, o ditador alertou que Belarus poderia também perder a independência e ser absorvida pela Rússia, caso não fosse reeleito. Os dois países estão ligados pelo idioma e pela cultura, mas, no entender de Putin, poderiam ser mais do que isso, viver em estado permanente de união -- proposta rejeitada pelo ditador.

Belarus depende do gás e do petróleo russo subsidiado, mas Moscou vem restringindo o fornecimento a seu vizinho aliado para pressioná-lo para uma fusão entre os dois países. Lukashenko chegou a ameaçar extrair o petróleo russo do oleoduto que atravessa seu território e revendê-lo a outros mercados para não ter que se ajoelhar diante de Putin. Recentemente, vem expandindo vínculos com os EUA.

Lukashenko soube manipular a rivalidade entre Rússia e potências ocidentais para aferrar-se ao cargo. Até a pandemia de Covid-19, que ele negou insistentemente, oferecendo receitas caseiras, como vodca e sauna, para combater o vírus. Não funcionou para o autocrata, que acabou infectado, assim como para os 70 mil compatriotas que contraíram o coronavírus.

A pandemia virou o jogo contra o ditador e estimulou seus opositores a burlarem a repressão para desafiar abertamente o regime. A imagem de liderar uma ilha de estabilidade, vendida insistentemente por Lukashenko, envelheceu e não convenceu eleitores. Nem a sua tese de que os protestos pós-eleitorais são conduzidos por “ovelhas manipuladas no exterior”.

Agora é saber como Lukashenko sai dessa jornada eleitoral. Se ainda tem forças e apoio suficiente das forças de segurança para domar os manifestantes. Ou se terá que se ajoelhar diante de Putin, que rapidamente respaldou o resultado eleitoral de domingo.

Fonte: Clique Aqui

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RE: A encruzilhada do último ditador europeu
Comentado por emanuel:,
Data 12/08/2020 às 04:27
Uma coisa que um pais não precisa de um ditador, a liberdade do povo deve ser respeitada e achando que a Europa estava livre dessa praga

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RE: A encruzilhada do último ditador europeu
Comentado por Larinha23.
Data 12/08/2020 às 11:16
Os eleitores tem todo direito de manifestar, ainda quis vender a imagem de estabilidade, mas as pessoas não são mais aquelas bitoladas em acreditar em tudo que é apresentado.

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RE: A encruzilhada do último ditador europeu
Comentado por brigida60
Data 12/08/2020 às 16:49
A pior coisa do mundo é um país estar sujeito a um ditador. Não julgo a motivação dos manifestantes, eles tem direito absoluto de decidir quem deve ou não ficar no poder. Não é muito diferente no nosso país atualmente, a diferença é que ele não assume que de fato é uma.

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RE: A encruzilhada do último ditador europeu
Comentado por -BrendaLorencon
Data 18/08/2020 às 20:21
Todos eles devem ter o direito de expressão com as manifestações com certeza

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